Porta-aviões nuclear USS Nimitz na Baía de Guanabara no Brasil
Navio americano, o mais antigo ainda em operação, fará escala no Rio entre 7 e 12 de maio como parte da operação Southern Seas 2026; alerta visa garantir segurança do tráfego aéreo próximo ao Santos Dumont
Rio de Janeiro, 21 de abril de 2026
A Força Aérea Brasileira (FAB) emitiu um Aviso aos Aeronavegantes (NOTAM) informando pilotos sobre a presença do porta-aviões nuclear USS Nimitz (CVN-68) na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, entre os dias 7 e 12 de maio. A medida, de caráter rotineiro e preventivo, reforça protocolos de segurança em uma das áreas aéreas mais movimentadas do país devido ao porte da embarcação.
USS Nimitz, com mais de 50 anos de serviço ativo, é o porta-aviões nuclear mais antigo ainda em operação na Marinha dos Estados Unidos. Sua superestrutura, que inclui antenas da ponte de comando com mais de 70 metros de altura, representa um obstáculo móvel para aeronaves de baixa altitude, especialmente helicópteros que operam nas proximidades do Aeroporto Santos Dumont. O NOTAM, publicado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), alerta para a necessidade de atenção redobrada no tráfego aéreo durante o período de permanência do navio na baía.

A escala faz parte da operação Southern Seas 2026, conduzida pela U.S. 4th Fleet e pelo U.S. Southern Command. A missão envolve exercícios navais conjuntos com marinhas de dez países da América Latina, incluindo Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru, México, El Salvador, Guatemala e Uruguai. Além do Nimitz, participa o contratorpedeiro USS Gridley (DDG-101). Portos no Brasil, Chile, Panamá e Jamaica estão previstos na rota.
Trata-se de uma atividade de cooperação internacional e demonstração de interoperabilidade, sem qualquer caráter de ameaça ou tensão diplomática. Em edições anteriores da Southern Seas, porta-aviões americanos já atracaram no Rio de Janeiro, atraindo atenção de autoridades, militares e do público.

O Nimitz, lançado em 1972 e com capacidade para transportar até 90 aeronaves, incluindo caças F/A-18 Super Hornet e helicópteros Seahawk, realiza o que deve ser uma de suas últimas grandes missões antes da aposentadoria prevista para 2027. Sua presença na Baía de Guanabara deve reforçar laços de parceria entre as Forças Armadas brasileiras e americanas, com possíveis exercícios conjuntos e visitas oficiais.
Especialistas em aviação naval destacam que notificações como essa são padrão quando embarcações de grande porte ancoram próximo a aeroportos costeiros. “É uma medida de segurança pura, idêntica às adotadas para outros navios de grande calado ou plataformas offshore”, explicou um controlador de tráfego aéreo consultado por veículos especializados.

A FAB não divulgou detalhes adicionais sobre restrições específicas, mas o NOTAM permanece ativo na base de dados aeronáutica para que todos os pilotos em voo na região do Rio estejam devidamente informados. A Marinha do Brasil acompanha a operação em coordenação com as autoridades americanas.
A chegada do USS Nimitz ao Rio deve gerar grande interesse visual e midiático, dada a imponência do navio de 333 metros de comprimento e mais de 100 mil toneladas. Para a população carioca, será uma rara oportunidade de observar de perto um dos símbolos mais poderosos da projeção naval dos Estados Unidos.

A Embaixada dos EUA no Brasil confirmou a programação da Southern Seas 2026 ainda em março, destacando o objetivo de fortalecer parcerias marítimas na região. Mais informações sobre eventos paralelos à visita devem ser divulgadas nas próximas semanas pelas autoridades brasileiras e americanas.
